GESTÃO DE SST PÓS PANDEMIA

pos pandemia

Vencemos tantos gigantes e por ironia do destino um vírus botou todo o mundo de joelhos. Rico ou pobre, branco ou negro, doutor ou analfabeto, jovem ou velho a Covid-19 não faz distinção e não poupou ninguém. A Covid-19 ceifou vidas e detonou a economia mundial, transformando o ano de 2020 num pesadelo, do qual preferiríamos ter pulado diretamente para 2021.

Mas enquanto uns choram, outros vendem lenços… Se empresas como a farmacêutica, alimentícia, hospitais, supermercados e e-commerce experimentam crescimento; as demais amargam prejuízos que levarão anos para compensar.

Não só a indústria, mas principalmente o comércio e a prestação de serviços foram drasticamente afetados pela COVID-19 e, passado o período de isolamento social teremos outro desafio que será o reinício das atividades em condições seguras. Crises demandam mudanças de hábito, a forma antiga terá de ser abandonada e adotado novo formato de trabalho.

Ainda que não se tenha uma data certa para o retorno do isolamento social, as empresas deverão se preparar, inclusive com a adoção de planos estratégicos e de contingência. Medidas como distanciamento social e acurada higiene dos locais de trabalho serão essenciais. Avaliação da temperatura corporal e realização de testes para Covid-19 são importantíssimas para conter o contágio.

O indispensável ao avaliar a temperatura ou aplicar testes é contar com uma equipe de profissionais da saúde, bem como proteger a privacidade do empregado avaliado ou testado para não o constranger.

Em termos de SST o ambiente laboral deverá ser continuamente avaliado quanto aos riscos químicos, físicos e biológicos, segundo o que determina a NR 9 – PPRA. Se anteriormente o risco biológico era jogado para baixo do tapete, agora será o mais relevante agente a ser monitorado, quem era espanador, agora virou pavão!

Se outrora o risco era oriundo das atividades ou operações realizadas no ambiente de trabalho; agora o risco é resultado do ambiente externo e, o empregador que já perdia os cabelos para controlar os riscos do trabalho, agora deverá também proteger o ambiente laboral de um intruso mortal. Anteriormente os EPIs – equipamentos de proteção individual – satisfatoriamente neutralizavam os agentes existente, agora precisaremos das medidas de proteção individuais, coletivas e administrativas para a gestão da prevenção.

Vários órgãos têm emanado medidas orientativas no controle do contágio da pandemia, além do isolamento social, uso de máscaras, lavagem das mãos, uso de álcool gel etc. No entanto, o retorno ao trabalho exigirá muito mais das empresas, sob pena de um surto interno da doença que fatalmente inviabilizará toda a operação da empresa.

A probabilidade do contágio aumenta à medida que o trabalhador sai de seu isolamento e faz uso do transporte público, confinado em veículo, bem como com grandes aglomerações em estações. O lay out dos postos de trabalho deve repensado no sentido da manutenção da distância de segurança ou, alternativamente com o uso de barreiras. A ampla ventilação natural deve ser privilegiada. A limpeza das áreas deve ser reforçada, com vários repasses diários em pontos de contato coletivo como maçanetas, botões de equipamentos, interruptores etc

O uso dos equipamentos de proteção coletiva, como máscaras, protetores faciais, óculos de segurança, aventais, luvas e outros deve ser avaliado de forma técnica e, o uso exigido compulsoriamente.

Aliada às medidas de proteção é imperioso o treinamento, não só para instruir sobre as formas de contágio, como também para informar as medidas adotadas e seu cumprimento obrigatório. Outras medidas administrativas incluem a interdição de locais para evitar aglomeração, a exemplo das praças de café que devem ter sua frequência limitada aos trabalhadores. Confira um e-book completo com todas as orientações para sua empresa realizar um retorno com segurança: clique aqui e baixe.

É preciso ter em mente que todas as medidas elencadas anteriormente servem não somente para evitar o contágio da doença, como também preservar a empresa no caso de uma fiscalização, que eventualmente pode interditar o ambiente de trabalho por risco grave e iminente à saúde dos trabalhadores.

As empresas, por seu turno, devem salvaguardar seus direitos, documentando todas suas ações, para que no futuro não sejam responsabilizadas de algo que não deram causa. Imaginem o resultado de uma fatalidade por Covid-19 adquirida no ambiente de trabalho, quanto custará à empresa?

Ainda com enfoque nos documentos devem ser revistos os programas em SST, especialmente o PPRA e PCMSO, para inclusão do risco biológico. Devem ser instituídas novas ordens de serviço (NR 1) e atualizados os mapas de risco (NR 5). Devem ser refeitos os laudos de insalubridade com vistas à avaliação do risco biológico a que estão submetidos os trabalhadores. Enfim, jamais seremos os mesmos após passar esta pandemia, a qual não somente trouxe mortes e o caos, mas também nos ensinará vários conceitos novos!

Antonio Carlos Vendrame

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