Como a melhora das condições de trabalho pode aumentar a competitividade da sua empresa

Antonio Carlos Vendrame
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Como a melhora das condições de trabalho pode aumentar a competitividade da sua empresa

melhora das condições de trabalho

Um dos grandes problemas enfrentados pela produção brasileira é o custo – Brasil, que faz com que os produtos brasileiros sejam até 30% mais caros que os importados, dificultando o desenvolvimento nacional, pressionando os empregos e obrigando os empresários a apelar para muita criatividade na hora de reduzir suas despesas.

A Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017) ajudou a mitigar discretamente os custos, ao priorizar as negociações diretas entre colaboradores e empregadores, e aceitar algumas alternativas de prestação de serviço, como a jornada flexível e o Home Office, entre outros.

Mas, dentro de cada empresa, existem despesas que podem e devem ser reduzidas e que dependem exclusivamente de iniciativas próprias e da visão de negócios para serem aplicadas.

Com o advento do eSocial todas as organizações deverão cumprir os diversos requisitos em Segurança e Saúde do Trabalho (SST), ingressando os dados que serão totalmente compartilhados entre as distintas esferas governamentais.

Se hoje cerca de 3% das 5,05 milhões de empresas (Agencia Brasil) é fiscalizada, com o programa, os distintos entes regulamentadores poderão aferir  as condições de trabalho de cada um dos 31,8 milhões de trabalhadores assalariados do país.

É nesse ponto onde os investimentos em Gestão de Pessoas começa a fazer diferença, permitindo prevenir gastos, multas e despesas que podem fechar as empresas, combatendo uma crise que já atinge mais de 13 milhões de brasileiros (IBGE).

Começando pela Medicina Ocupacional, que desde a admissão ajuda a encontrar o candidato com as condições físicas e psíquicas ideais, detectando os antecedentes médicos de cada candidato, evitando a exposição a fatores ambientais que podem prejudicá-lo.

Com a realização do monitoramento periódico, é possível detectar qualquer mudança nas condições de saúde dos colaboradores, exercendo a prevenção em todos os seus níveis.

Os investimentos em Higiene Ocupacional e Avaliações de Agentes Ambientais, realizados por Serviços de Engenharia de Segurança do Trabalho, ajudam a avaliar os fatores de riscos ocupacionais de sua produção, permitindo monitorá-los, evitando doenças relacionadas ao desempenho laboral de cada um de seus colaboradores.

A prevenção se estende ao balanço contábil, já que essas licenças afetam diretamente a qualidade do serviço prestado, sobrecarregam a equipe, impactando na produtividade e aumentando diretamente os índices do Fator Acidentário de Prevenção – FAP – por até dois anos (já que é calculado sempre sobre os dois últimos anos de todo o histórico de acidentalidade e de registros acidentários da Previdência Social).

Essa avaliação, além de prevenir multas devido a exposições indevidas de seus trabalhadores, também propõe melhorias no ambiente laboral.

A Assistência em Perícia Judicial também é importante no momento em que a relação laboral chega a um impasse, transformando-se em processo judicial, sendo necessário o auxílio de especialistas nas áreas de engenharia de segurança do trabalho e medicina do ocupacional para auxiliar a avaliação das reais condições na qual o colaborador desempenhava suas atividades.

Esses profissionais acompanham a perícia judicial, para que esta corra dentro dos parâmetros normativos, apoiando a elaboração da prova técnica, com finalidade de equiparar os resultados encontrados entre perito e assistente.

A capacitação, através de Cursos e Treinamentos, tem um papel fundamental no cumprimento da legislação, e a chegada do eSocial vai aumentar os requisitos ao exigir não somente o nome do treinamento, mas também a carga horária e a indicação do responsável técnico, inviabilizando os treinamentos de 4 horas da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA – e a ministração de cursos por profissionais não habilitados.

Todos esses requisitos buscam melhorar as condições de trabalho dos colaboradores, mas, se antes os empresários desconheciam as obrigatoriedades referentes às normas regulamentadoras, a partir de 1º de janeiro isso será virtualmente impossível.

O complexo sistema interligado de folha de pagamento, tributação, recolhimento de impostos e SST, vai acusar cada um desses descumprimentos, expondo cada CNPJ ao Ministério do Trabalho, Previdência Social, Receita Federal e Caixa Econômica Federal.

*Antonio Carlos Vendrame — Diretor da Vendrame Consultores Associados, referência nacional em Segurança do Trabalho, Medicina Ocupacional, Meio Ambiente e na capacitação de profissionais.

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